Guest Post – Uma experiência Paleo de mãe

Há algumas semanas postei por aqui os textos de dois pediatras (Teresinha Souto e Flávio Mello) que falam sobre Paleo com Comida de Verdade para crianças. Eles foram muito bem recebidos e geraram vários comentários e pedidos de aprofundamento.

Uma das mamães que leu resolveu escrever como ela lida com as dificuldades práticas em se manter os filhos bem alimentados com Comida de Verdade. O texto ficou tão legal e bem estruturado que eu pedi autorização para publicar por aqui.

Não necessariamente concordo com tudo ou, quando tiver filhos, vou fazer exatamente desta forma. De qualquer maneira, acho muito o válido o princípio que ela usa de Comida de Verdade a maior parte do tempo.

Boa leitura! Não deixe de colocar seus comentários (ao final deste post), contando suas dificuldades em alimentar bem seus filhos 🙂

por Priscilla Koo Wilkens

“Acho que a alimentação de crianças deve ser um dos motivos de maior preocupação das mães de crianças saudáveis. E se a mãe é caxias, engenheira e ainda por cima rigorosa com a qualidade da comida, pior ainda. Esse é o meu caso.

Bebê Paleo
Dá pra alimentar um bebê da maneira Paleo? Claro que dá!

Com a minha filha mais velha, segui meio à risca a orientação do pediatra (que por sinal eu super recomendo), especialmente porque à época eu ainda não tinha sido “convertida” à seita do Gary Taubes e seguia às recomendações nutricionais tradicionais da pirâmide alimentar.

Depois da minha mudança de visão sobre o que é e o que não é saudável na alimentação, fiz uma revolução em casa (o que será objeto de um futuro post). E a minha filha mais velha acabou entrando nessa dança.

Como tudo na vida, acho que a característica natural da criança é importantíssima e o paladar próprio dita muito as preferências e escolhas iniciais de um bebê.

Mas também como tudo na vida, acho que hábitos respondem mais ainda pelas preferências e minha batalha mais constante é para estabelecer hábitos saudáveis no dia-a-dia.

Somente na minha segunda gestação é que fui pesquisar o tal do Baby Led Weaning (BLW), e só com a minha segunda filha é que resolvi testar alguns desses conceitos.

Então aí vão minhas opiniões sobre diversos assuntos relacionados à alimentação do bebê e da criança.

BABY LED WEANING

Baby Led Weaning
Você deveria tentar o desmame orientado pelo bebê?

BLW (desmame orientado pelo bebê) entre outras coisas prega que

– O bebê deve se desmamar (wean) sozinho
– O bebê deve se alimentar sozinho
– O bebê deve comer o que a família come — não é necessário preparar comidas especiais para um bebê
– O bebê deve estar integrado na rotina da família de alimentação de forma natural

A essência do desmame orientado ao bebê

Eu gosto muito dessa abordagem, em especial, pelo princípio básico — o desmame deve ser orientado pelo bebê.

Todos nós aceitamos sem nenhum problema o fato de que cada bebê tem seu ritmo para tudo: rolar, sentar, engatinhar, andar, falar e todas as outras fases de desenvolvimento. É claro que sempre há uma média e uma distribuição normal (uns serão mais lentos, outros mais rápidos), ou seja, a média é um puro número estatístico e não deve ser usado como regra para o seu filho, apenas como uma referência.

Por que com alimentação e desmame deveria ser diferente? Por que TODOS os bebês deveriam iniciar alimentação EXATAMENTE aos seis meses de idade ou cinco meses e meio para alguns pediatras? E se o bebê estiver pronto antes? E se estiver pronto depois? Entender ISSO foi uma libertação para mim.

Com a minha primeira filha, fiquei mega estressada pelo fato de ela rejeitar todas as papinhas que eu fiz. Passou muito tempo rejeitando muita coisa, só aceitava frutas e leite (materno). E foi assim até mais de um ano de idade.
Com a segunda, aceitei que se ela não quisesse comer, não comeria, iria para o peito e pronto. Essa mudança de entendimento realmente tirou um peso enorme das costas.

E essa história de se alimentar sozinho?

O princípio é lindo e super razoável — um bebê precisa ter esse tipo de experimentação tátil, visual, olfativa e interagir com o alimento para apreciar essa coisa linda que é COMER!

Se eu fosse uma mãe que não trabalhasse período integral, tivesse gente que me ajudasse a limpar a casa todos os dias, se fosse uma pessoa super zen e não ligasse pra sujeira na casa, talvez eu tivesse optado por deixar minha filha se alimentar sozinha desde o início. Mas eu não sou, então, apesar de achar lindo, achei também pouquíssimo prático adotar essa abordagem, então desisti.

Se você tiver disposição, super encorajo a tentar isso. Eu não consegui…

Tá, e dá pra comer a mesma comida da família mesmo? E as papinhas? E AS PAPINHAS, GENTE?

Isso muito me atraiu, vou dizer a verdade. Imagina nunca ter que fazer papinha? Fazer diversos tipos de comida especial? Comprar coisas diferentes só para aquele pequeno ser que invadiu nossa casa?

Como sou eu quem cozinha lá em casa, isso também soava como um tipo de libertação. Por que afinal de contas, adotar o “não quer comer, não come” requer muito desapego na hora de jogar horas de trabalho e muita comida fora.

É claro que isso tem um super pré requisito que é: a comida na sua casa tem que ser comida boa, comida de verdade, sem tempero pronto, sem muitos processados, sem tranqueira. Mas como isso deveria ser o alvo de todos, taí uma ótima desculpa para melhor a alimentação de todo mundo! 😉

E não é que deu super certo? Com a segunda filhota, não fiz NENHUMA papinha. Tudo o que a gente comia, ela comia também.

Obviamente eu tinha que cortar em pedaços menores, obviamente evitava carnes muito duras, coisas difíceis de mastigação. No limite, se era dia de um tipo de proteína mais difícil de mastigar, fritava um ovo para ela e tudo ficava bem!

Para não mentir, na primeira semana tive de colocar um pouco mais de caldo na comida e amassar bem para que a pequena aprendesse a deglutir, mas isso durou poucos dias.

E o bebê mastiga? E o engasgo?

Nessa aí eu acreditei no que eu li por aí. Li em livros que a mecânica de deglutição do bebê é diferente do adulto por conta de diferenças fisiológicas na boca e na garganta dos pequenos. E que existe um mecanismo bem interessante nesses pequenos que serve justamente para evitar os engasgos.

Como já falei antes, a primeira semana foi de aprendizado para minha bebê, mas já na segunda semana, comecei a dar pedaços e ela instintivamente começou a mastigar e engolir direitinho.

Como não sou médica, só uma mãe que gosta de dar pitaco, a informação da fisiologia da boca e da garganta e do mecanismo de deglutição fica por conta dos entendidos. Em algum momento vou procurar algum material a respeito e posto aqui quando encontrar.

O comer à mesa

Bebê à mesa
O bebê deve comer sentado à mesa desde cedo?

Eu resolvi escolher minhas batalhas, porque sei que se quiser ganhar todas, só vou encurtar minha vida por conta de tanto estresse. Assim, resolvi comprar só a briga da qualidade da alimentação e não dos outros costumes. Explico-me: não me lembro de ter convivido com adultos que são impacientes à mesa como são crianças, não me lembro de ver adultos (ou mesmo crianças maiores e adolescentes) pedindo o tempo todo para sair da mesa do restaurante para ver o aquário, ou qualquer adulto tendo que ser alimentado por outro adulto por uma colher-avião. Mas canso-me de ver adultos comendo qualidade péssima de comida. Então, de todas as brigas, resolvi comprar essa.

É claro que eu gostaria de ir mais a restaurantes com as minhas filhas de 2 anos (quase 3) e de 9 meses e comer a comida quente, conversando com meu marido, e com as minhas filhas sentadas à mesa, se portando como ladies, comendo sozinhas, sem fazer bagunça e/ou barulho. Mas decidi que isso vai acontecer naturalmente em algum momento.

Sobre a variedade de comidas

Comida de Verdade
Comida de Verdade faz sentido sempre. Você deve adequar sua alimentação e de seus filhos às suas preferências e disponibilidades.

Seguindo a filosofia de que “comendo bem em casa seu bebê também pode comer com você”, não vi necessidade de ter que seguir à risca a recomendação de muitos pediatras de que EM TODAS AS REFEIÇÕES eu tenha que introduzir 8 diferentes cores e tipos diferentes de alimentos.

Eu tento sim sempre variar o tipo da proteína, sempre tenho verduras diversas e legumes (ou quase sempre) e sempre tento colocar raízes ou leguminosas no prato das meninas, mas resolvi também não me preocupar se em algum dia elas resolvessem comer só a cenoura ou só a carne.

Para quem é paleo-oriented, pense: será que antigamente todo mundo tinha que ter 2 tipos de verduras, 2 tipos de legumes, uma proteína animal, um cereal, um tubérculo, um tipo de leguminosa, etc, etc, em TODAS as refeições?

De novo — procuro dar tudo sempre que tenho, mas quando não tenho, não me estresso também.

E as alergias?

De novo, como não sou médica, confiei nas informações que o pediatra das meninas passou. E de acordo com ele, “novos” estudos mostram que existe uma janela alergência dos 5 aos 7 meses em que é recomendável dar tudo ao bebê. Desde frutos do mar, castanhas de diversos tipos até carne de porco e todos os temperos.

Nessa abordagem, apenas no caso da alergia realmente aparecer é que os alimentos devem ser retirados, ou seja, não há nada que se deva evitar profilaticamente.

Com as meninas (com ambas) eu fui nessa linha, então desde o começo elas comem camarão, amendoim, ostras (sim!!), carne de porco, todos os tipos de temperos, sem problema algum.

Assim que eu conseguir informações mais embasadas sobre isso, também posto aqui.

(*) Nessa linha de comer tudo, a mais novinha lá em casa (9 meses) já comeu burrito, sashimi com wasabi, curry, guacamole apimentado, camarão, lula, polvo e já tomou até água com gás (e repetiu).

A introdução dos alimentos e meu medo com o paladar doce

açúcar
Dá pra escapar do doce?

Com a mais velha, fui na linha brasileira de introdução à alimentação e comecei pelas frutas. Como já falei antes, frutas (e papinhas de frutas) foram as únicas coisas que ela aceitou bem até depois de 1 ano de idade.

Conversando com amigas que moram fora do Brasil, percebi que em vários outros lugares, a introdução à alimentação não se dava pela fruta e sim por legumes ou outros alimentos sem tanto teor de açúcar natural.

Refleti um pouco e sabendo que a minha filha mais velha tem uma predileção natural pelo mais doce, talvez ter iniciado a alimentação com frutas tenha sido um erro.

Os franceses, dizem, introduzem legumes para evitar justamente que o primeiro contato com o alimento seja com o paladar doce. É claro que a cenoura é docinha, mas é muito diferente da banana, certo?

Com a mais nova fiz isso. Comecei pelos legumes e fui direto para a comida salgada. Frutas, só depois de praticamente um mês, e mesmo assim, não a toda a hora — na maioria das vezes uma vez por dia só.

Os pediatras normalmente recomendam que após a refeição a criança tome um suco de laranja, porque as frutas cítricas auxiliam na absorção do ferro. Fiz um teste com a minha pequena e dei água com limão. Não é que ela tomou? E hoje toma sem problema nenhum. Sem açúcar, sem mel, sem nada. Só água e limão.

Iogurte para a pequena? Integral, sem açúcar. Ela ama — com 9 meses devora um pote inteiro. Sim, sem açúcar.

Sobre a alimentação em si

Minha filosofia de alimentação é a de comer comida de verdade sempre que possível. Não digo que sou paleo, porque em casa arroz não falta. Por mais que EU evite (mais por uma questão estética de peso do que por saúde), arroz sempre tem lá em casa. Minha ascendência chinesa não sai de mim! 🙂

Em casa, costumávamos tomar sucos naturais sem açúcar adicionado e água de coco, mas mesmo isso acabamos cortando. Hoje, o que tem em casa é água e leite. Uma, porque tenho uma draga em casa que toma mais de 1 litro de água de coco sozinha em praticamente uma refeição, e esse hábito estava ficando muito caro. Outra, porque quero que as pequenas não se acostumem a matar a sede só com sucos — para mim, água é a melhor coisa pra isso. É o melhor e o mais barato. Pra que inventar?

Depois que cortamos o suco, a mais velha reclamou um pouco nos primeiros dias, mas se acostumou e nunca mais pediu. Posso afirmar que tirar sucos e refrigerantes de casa é um problema muito maior por conta dos adultos do que por conta das crianças. Essas se adaptam facilmente.

As frutas são liberadas lá em casa, mas faço questão de dar tudo com casca. Descascar mesmo, só laranja, melão, melancia (que raramente tem em casa) e abacaxi. De resto, a maioria vai com casca mesmo. A manga, por exemplo, a gente bate com casca no liquidificador e faz picolés. As meninas amam.

Como em casa de oriental não existe o hábito de comer sobremesas após a refeição, estou fazendo questão de manter a tradição e comemos bolos, panquecas (mesmo as menos doces e low-carb) mais aos fins de semana. Lembrem-se — é muito mais a questão do hábito em si e do desenvolvimento do paladar do que o mal instantâneo que um bolo ou pudim pode fazer.

Para quem não sabe, orientais comem comida de verdade também na hora do café da manhã. Nós ainda não chegamos nesse nível lá em casa, mas no dia-a-dia, no café da manhã costumamos tomar leite (puro para a mais velha, do peito para a mais nova), café (com nata), ovos, queijos, frutas, iogurtes e castanhas. Aos fins de semana rolam as panquecas e pãezinhos feitos em casa de forma mais saudável.

E tranqueiras? E as festinhas? E a casa da avó? E o lanchinho da escola?

junk food
Não há como evitar um pouco de junk food em 100% dos casos

Fora de casa, meio que está tudo liberado. Também entendo a filosofia de que você precisa um pouquinho do veneno para desenvolver uma reação adequada a ele. É assim que a gente em casa trata a sujeira (sim, é bom se sujar um pouco e se comer terra de vez em quando tudo bem) e é assim que tento tratar as guloseimas. É um pouco do pensamento da homeopatia também (se eu não estiver falando uma mega bobagem), mas o que diferencia o remédio do veneno é a dose!

Na casa das avós, nas festinhas, nas saídas aos restaurantes, está tudo liberado: bolo, brigadeiro, chocolate, macarrão, pão. Ainda evito dar balas e refrigerantes, mas mesmo isso numa festa pode.

Como o lanchinho da escola na minha filosofia ainda é a de construção de hábito (porque é diário), tento mandar tudo mais saudável: castanhas, frutas, frutas secas, tomatinhos, queijos, no máximo um pãozinho de queijo ou biscoito de polvilho. Sei que lá os coleguinhas trocam lanches, mas o importante é que a minha filha saiba qual é o dela e que ela se acostume a ter esses alimentos como referência de saúde.

E aí, é fácil?

Não, não é. Apesar de todos as questões das quais já me libertei, esse ainda é o assunto que mais me tira do sério com relação às meninas. Mas ao ver a minha filha mais velha, posso dizer que já começo a sentir os efeitos benéficos de minha persistência. E é muito, muito bom ouvir sua filha pedir:

“Mamãe, quero salada!” 🙂

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15 comentários em “Guest Post – Uma experiência Paleo de mãe

  • 6 de agosto de 2015 em 9:17 AM
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    Não tenho filhos ainda, mas adoraria ter este tipo de abordagem! Sei que não é fácil com tanta exposição à doces e carbs de má qualidade em geral, mas acho que será um trabalho diário, e como disse, tudo uma questão de hábito!
    Excelente texto! Parabéns! E obrigada por dividir conosco sua empreitada! 😉

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  • 7 de agosto de 2015 em 8:51 PM
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    Priscilla, adorei seu texto!
    Muito bem escrito e com um bom senso incrível!
    Adorei a parte de escolher as batalhas e o aquário …
    Parabéns!
    Teresinha Souto

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      • 25 de outubro de 2015 em 9:31 AM
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        Adorei o post. Parabéns! Tenho 2 filhos já com 12 e 13 anos e só agora consegui adequar a comida de verdade na nossa casa. No início é difícil, mas se torna hábito. O de 12 anos estava obeso e já se foram 7kg em 1 mês… Estou muito feliz, e ele muito entusiasmado, eles estão adorando comer comida de verdade!!! E como eu disse antes tudo é hábito, para que nossos filhos não comam lixo, é só não comprar, eles vão comer o q tem em casa. Entre fazem três refeições ao dia. Café da manhã ovos com bacon e de vez em quando um pão de queijo feito na frigideira por eles mesmo ou uma tapioca. Almoço: carnes, legumes e verduras, sem arroz e feijão ( no inicio achei q isso seria um problema mas não sentem falta, isso mesmo q vcs ouviram) e o jantar é um omelete ou o q sobrou do almoço e NÃO levam lanches p a escola pq não sentem fome, uma vez ou outra pedem, mas isso é raro…aí levam uma fruta. No início médio é fácil, mas com o tempo vira hábito e passa a ser tranquilo. Fico muito feliz de vê-los tão bem e o melhor perdendo peso. Isso é muito gratificante!!!

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  • 11 de agosto de 2015 em 9:48 PM
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    Muito bacana o texto! Aqui em casa o BLW começa semana que vem, quando a gatinha completa 6 meses. Com comida de verdade, claro. A propósito, adorei o livro da Rapley sobre BLW e super recomendo as mamães! Bom ler sobre experiencias bem sucedidas por aqui 🙂

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  • 12 de agosto de 2015 em 12:51 AM
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    Era tudo q eu precisava. No próximo mês meu bebê completa 06 meses e vou começar a introdução de outros alimentos. E quero q ele coma comida de verdade. Eu sigo a linha paleo e tava meio perdida quanto a meu bebê. Obrigado pelo texto me ajudou bastante.

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    • 21 de setembro de 2015 em 12:29 PM
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      Obrigada, Lenny!
      Espero que esteja dando tudo certo por aí! 😉
      Desculpe a demora – só vi as respostas agora!

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  • 28 de agosto de 2015 em 9:54 AM
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    Minha filha tem 7 anos. Eu conheci a paleo há quase 2 anos. Toda a introdução de alimentação dela foi da forma tradicional, ainda mais porque foi pra creche em período integral aos 6 meses e está neste esquema desde então (é a realidade!). Ela tem intolerância à lactose, e uma alergia severa à salsicha (que nos levou ao pronto socorro depois de uma festa de aniversário), e que acaba por ajudar a diminuir as tranqueiras fora de casa, principalmente em festinhas. Sua alimentação sempre foi muito boa e melhorou ainda mais. A regra é comida de verdade, incluindo arroz, feijão, tubérculos, frutas, legumes, verduras, ovos, carnes, bolo caseiro, chocolate 70%. Biscoito, doce, batata frita, pastel é a exceção pra dias de festa. Refrigerante nem sabe o gosto. Chato é ainda ser visto como um ET. As pessoas ainda acham um absurdo uma criança levar água na lancheira e comer tapioca no café da manhã. O mais legal desse processo todo tem sido as conversas e aprendizados que temos com ela, que nos acompanha no mercado e na feira. Depois que começou a ler passamos apresentamos os rótulos dos alimentos, e isso tem tido efeitos ótimos, tanto por conta da intolerância dela, quanto pelo conhecimentos dos nomes esquisitos (as bruxarias!) que aparecem.

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  • 24 de setembro de 2015 em 4:27 PM
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    Adorei, na verdade sempre fui preocupada com a alimentação das minhas filhas, mas conheci a paleo agora e estou introduzindo em casa, essa semana já modifiquei os lanches da minha filha maior, e estou mudando muitas coisas, e estou adorando, todos em casa estão, espero manter a comida de verdade agora e sempre.

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    • 26 de outubro de 2015 em 10:50 PM
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      Samantha, que legal. Você vai ver o quanto vale a pena!
      Boa sorte na empreitada! 😉

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  • 21 de outubro de 2015 em 3:52 PM
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    Menina! Que texto perfeito!!! Amei cada palavra dele. Também sou mãe e tenho as mesmas preocupações e praticamente as mesmas filosofias. Parabéns. Amei de paixão.

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    • 26 de outubro de 2015 em 10:51 PM
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      Que bom, Clarice!
      Fico super feliz que meu relato expresse as preocupações de outras mães!
      É confortante saber que não estou sozinha! 🙂

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  • 22 de outubro de 2015 em 9:53 AM
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    Ola!
    Parabéns pelo post. Vou ser mamae de primeira viagem, e estou me preparando psicológicamente para estas batalhas futuras. Acredito que com forca de vontade, carinho e muita paciencia tudo da certo.

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    • 26 de outubro de 2015 em 10:53 PM
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      Magui, que bom que gostou do texto!
      Olha só, te afirmo que essas batalhas valem a pena.
      Nesse fim de semana que passou fiz uma festinha de um ano para a minha mais nova. Até os animadores da festinha me deram parabéns, falando que nunca tinham visto uma festa assim, tão genuína.
      Aos poucos as pessoas vão entendendo que dá pra viver bem, sem sacrifício NENHUM, com muita comida de verdade! 😉

      Resposta

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